A competição entre os profissionais de saúde está cada dia maior. A todo momento surgem novos médicos, com estudos e atualizações que impressionam.

Ser formado na melhor universidade e possuir dezenas de especializações não é mais suficiente para conquistar pacientes particulares e obter sucesso na carreira. Afinal, nenhum médico tem o desejo de atender apenas pelo convênio o resto da vida, não é mesmo?

Por isso, o profissional precisa também investir no ponto que mais conquista e fideliza os pacientes: a forma como são tratados durante as consultas. Para que isso seja feito da melhor forma possível, uma boa dica é conhecer os principais tipos de pacientes que chegam ao consultório e aprender como lidar com eles.

Confira o texto para aprender!

1.Paciente “expert”

A tecnologia permite uma grande acesso a informações por meio da Internet, de qualquer lugar e a qualquer momento. Esse é o principal ponto do paciente “expert”, também conhecido como “doutor Google”. É aquela pessoa que chega a consultas com diversas informações que foram pesquisadas de acordo com seu histórico ou com os sintomas sentidos.

Ao se depararem com esse tipo de paciente, muitos médicos reviram os olhos e não levam em consideração o que ele tem a dizer. Está aí o primeiro erro. O acesso à informação só tende a crescer daqui para frente e os pacientes nunca vão deixar de pesquisar sobre seu problema. Portanto, o médico precisa aceitar essa realidade.

É claro que, em grande parte das vezes, ele chegará com informações equivocadas, de fontes não confiáveis. Cabe ao médico indicar pesquisas e fontes, além de não desprezar o que o paciente trouxe.

A melhor conduta é: ouça o que a pessoa tem a dizer; explique a importância de não fazer um autodiagnóstico e sempre procurar um profissional de saúde; explique e corrija as informações que ela encontrou.

2. Paciente exigente

Muitos médicos não gostam ou até temem o paciente exigente, mas ele pode servir até mesmo de parâmetro e incentivo para a melhora do atendimento. Esse perfil é aquele que não só quer um atendimento de qualidade como também faz questão de exigi-lo em todos os momentos.

Às vezes, essa exigência está relacionada ao valor pago pela consulta ou procedimento (quando o paciente considera caro), ou com experiências anteriores ruins de assistência à saúde.

Esse tipo de paciente dá a oportunidade ao médico de atender da melhor forma possível, utilizando linguagem clara, que passe segurança e seriedade ao longo de toda a consulta. Outro ponto importante é explicar detalhadamente o diagnóstico e todas as possibilidades de tratamento, com seus benefícios e riscos.

3. Paciente fragilizado

O paciente fragilizado costuma ser aquele que recebeu algum diagnóstico há pouco tempo e ainda está aprendendo a lidar com a informação. Quanto mais recente e mais grave for a doença, maior chance dele chegar ao consultório fragilizado. A reação a uma notícia ruim varia de pessoa para pessoa. Existem aquelas que lidam bem com informações difíceis e aquelas que ficam simplesmente sem chão.

Esse é o paciente que pode chegar chorando, cabisbaixo, calado, ou falando sobre a injustiça do que está acontecendo. Muitas vezes falará também sobre religião e até como sente que está sendo punido por Deus.

O mais importante ao lidar com esse tipo é ouvir com paciência e legitimar o seu sentimento, seja qual for. O médico deve demonstrar empatia e compreensão por meio da fala, gestos e expressão facial.

Outra dica interessante é oferecer alguns itens para trazer maior conforto, como lenços de papel, água ou um café. Cada pequena ação fará diferença para quem está passando por um momento difícil.

4. Paciente desatento

Todo médico já passou pela situação de receber no consultório um paciente desatento ou desorganizado. É aquela pessoa que se confunde ao descrever as medicações que toma, não sabe quando os sintomas começaram ou suas associações, não lembra onde guardou exames anteriores e outros documentos importantes para o seu acompanhamento de saúde. Enfim, faz uma grande confusão.

A palavra de ordem aqui é paciência. É comum que, frente a novos diagnósticos, a pessoa fique confusa, principalmente quando precisa mudar hábitos ou adicionar atividades às quais não era acostumada antes.

Esse paciente tem maiores chances de confundir os compromissos, pular os horários dos remédios e esquecer o preparo para algum procedimento. Por isso, o papel do médico é auxiliar a se organizar melhor. Algumas dicas são:

  • pedir para que o paciente repita as principais informações ao longo e ao final da consulta, para garantir que ele entendeu tudo o que foi dito;
  • em alguns casos, pode ser interessante sugerir que um acompanhante vá à consulta, para ajudar a lembrar informações sobre medicamentos e outros pontos importantes;
  • entregar recomendações por escrito, como fonte de informação confiável caso ele esqueça algo depois da consulta.

5. Paciente insatisfeito

O cuidado com a saúde é um dos pontos de maior importância na vida de muitas pessoas, o que faz com que elas levem muito a sério as consultas, exames e tratamentos passados pelos profissionais de saúde. Quando sentem que esse comprometimento não é o mesmo por parte dos médicos ou estabelecimentos de saúde, podem ficar muito insatisfeitas.

Elas podem já chegar ao consultório médico insatisfeitas devido a algum problema anterior na própria clínica ou problemas que viveram com médicos anteriores (não terem conseguido fechar um diagnóstico, por exemplo).

O importante, nesses casos, é perguntar o porquê da insatisfação e ouvir o que o paciente tem a dizer. Tente resolver a questão e, quando não for possível, indique ou entre em contato com a pessoa que poderá resolvê-la. O principal ponto é que ele perceba que você se importa com sua opinião e insatisfação, e faz o que está ao alcance para ajudar.

Melhor ainda é acompanhar a situação, perguntando na próxima consulta se o problema foi resolvido.

Conhecer e saber lidar com os principais tipos de pacientes é uma forma do médico se preparar e prever os obstáculos ou dificuldades durante uma consulta. Assim, poderá se sair melhor, impressionando e fidelizando aqueles que comparecem à primeira visita.

E você, conhece algum outro tipo frequente de paciente que chega ao consultório? Então deixe um comentário no post e compartilhe com a gente!

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Tipos de pacientes: conheça os 5 mais comuns e como lidar com eles!
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Tipos de pacientes: conheça os 5 mais comuns e como lidar com eles!
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Para que o atendimento seja feito da melhor forma possível, uma boa dica é conhecer os principais tipos de pacientes que chegam ao consultório e aprender como lidar com eles.
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