A gestão de tempo é uma estratégia que deve ser desenvolvida em todas as instituições de saúde. Saber gerenciar as atividades de acordo com os horários disponíveis e diminuir as etapas desnecessárias é uma tarefa que precisa ser avaliada constantemente.

Na área da saúde isso se torna mais importante, pois impacta na avaliação de custos, no controle dos processos e na melhoria da assistência clínica, dentre outras vantagens proporcionadas por essa implantação.

Portanto, os médicos precisam reavaliar suas condutas e solicitar uma consultoria gerencial sempre que necessário, para garantir os melhores resultados e não prejudicar a estabilidade financeira da instituição.

Por isso, se você ainda não sabe como fazer a gestão do tempo em sua clínica, não perca as dicas que abordaremos a seguir!

Caracterize as tarefas pendentes

Para realizar gestão do tempo de forma satisfatória, é crucial caracterizar as atividades pendentes. Nesse sentido, a classificação envolve situações relacionadas ao prazo para executá-las ou de caráter importante para a instituição de saúde.

Tarefas ligadas ao tempo são aquelas que possuem uma data de expiração e precisam ser executadas antecipadamente para evitar trabalhos sem supervisão ou malfeitos. Como exemplo, a organização e o faturamento dos procedimentos clínicos.

Obrigações pendentes classificadas como importantes devem ser formalizadas mediante um projeto delineado para evitar problemas futuros. É o caso de mudanças na estrutura física de um serviço hospitalar para atender às novas regulamentações.

Ressalta-se que as tarefas importantes podem se tornar urgentes caso os gestores procrastinem bastante sua implantação. Por isso, essas classificações servem como base para tomada de decisão de forma imediata e deve ser seguida à risca.

Organize os procedimentos da clínica

Após estabelecer a ordem de prioridade para execução das tarefas pendentes, é fundamental organizar os processos que devem ser realizados. Nesse contexto, é preciso elaborar os chamados procedimentos operacionais padronizados (POP).

Os POPs serão produzidos pela equipe de funcionários e gestores, que detalharão os passos de uma atividade e farão os treinamentos necessários para obter o máximo de eficiência na rotina estabelecida.

Assim, os procedimentos clínicos e administrativos serão conduzidos com objetividade, uniformidade e vão garantir a redução de custos e o maior comprometimento da equipe de colaboradores.

Destine tempo adequado para a consulta

A consulta médica é o primeiro passo para formular a hipótese diagnóstica. Porém, é preciso estimar um tempo médio para desenvolver essa prática com eficiência. Isso porque muitos pacientes são prolixos nas conversas e, dessa forma, a consulta não evolui.

Sendo assim, é preciso considerar três pontos básicos: o relato da queixa do paciente (ou seja, os dados subjetivos), a avaliação dos parâmetros clínicos (temperatura corporal, aferição da pressão arterial) e a solicitação dos exames laboratoriais.

O profissional clínico deve conduzir o relato do paciente direcionando-o para as situações relevantes e, assim, obtendo dados clínicos concretos. A escuta médica deve ser passiva nesse primeiro momento, observando também a linguagem corporal.

Além disso, em algumas situações será necessário interrompê-lo educadamente quando o assunto não for pertinente à consulta médica. Essas práticas contribuem para que o médico consiga estabelecer um diagnóstico mais preciso.

A utilização da tecnologia poderá aperfeiçoar essa situação. Médicos que já inseriram o prontuário eletrônico em seus consultórios costumam obter o máximo de informações, pois são direcionados pela plataforma informatizada.

Saiba delegar serviços clínicos

A responsabilidade por um estabelecimento clínico é do profissional médico, e ela não pode ser delegada. Ou seja, a prestação de assistência ao paciente é dever dos profissionais credenciados para tal função.

Outras atividades podem ser delegadas, como a digitalização dos exames dos pacientes, a transcrição dos resultados radiológicos e a organização da agenda conforme as condições clínicas do paciente.

Para o sucesso dessas atribuições, é preciso elaborar POPs para cada atividade, observar o andamento das tarefas e obter sugestões dos colaboradores clínicos para os ajustes necessários na rotina.

Outra estratégia que deve ser pensada é a descentralização dos procedimentos. Quando todos os trabalhadores conhecem a rotina do consultório médico, os processos são executados com a mesma padronização, até quando ocorre a ausência de algum indivíduo.

Essa situação reflete em maior produtividade sem perder a qualidade da assistência prestada. Dessa forma, o consultório garante a fidelização do paciente e posteriores recomendações positivas.

Reserve um tempo para pausa

Nas empresas clínicas, é comum visualizarmos uma rotina atribulada, com funcionários estressados e pouca interatividade entre os colaboradores. Todos estão concentrados em suas atividades e o clima organizacional tende a ficar negativo.

Além disso, como se trata de um ambiente de saúde que naturalmente envolve problemas físicos e emocionais, a tensão que paira no ar fica evidente e, ao menor sinal de um problema, todos ficam apreensivos.

Para amenizar essa situação, é imprescindível reservar tempo para desacelerar da rotina laboral. Reserve alguns minutos sem os recursos tecnológicos disponíveis (telefones celulares, tablets e computadores) e, se possível, estando em contato com o ambiente externo.

A pausa pode ser determinada conforme o horário menos atribulado ou por meio de um revezamento estipulado entre os colaboradores. Desse modo, os funcionários ganham uma dose extra de ânimo para continuar as atividades até o final do dia.

Faça o planejamento estratégico

Elaborar um planejamento estratégico situacional vai melhorar significativamente as responsabilidades de cada colaborador. Essa ferramenta permite também avaliar o cumprimento dos prazos estabelecidos.

Para tanto, é preciso fazer uma tabela constando os elementos-chave: “o que”, “quem” “quando”, “onde” e “por que”. O primeiro deles se refere ao tipo de trabalho que será executado, considerando as etapas para desenvolvê-lo.

O segundo elemento-chave será responsável pela execução ou supervisão, enquanto o terceiro mencionará o prazo para finalizar os serviços elencados. Por fim, relata-se em qual local essas atividades serão implantadas e a justificativas para esse feito.

Gestão de tempo

Seguindo esses passos corretamente, monitorando as atividades implantadas e propondo mudanças ao longo dos tempos com base nos indicadores relacionados, as atividades serão efetuadas com mais eficácia e menos tempo.

E você, o que tem feito melhorar a gestão de tempo em sua empresa? Já implantou alguma dessas dicas? Precisa de mais conhecimentos sobre assuntos de gestão em saúde? Então, curta nossa página no Facebook e receba-os diretamente em sua timeline!

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Resumo
Gestão de tempo para Médicos: como fazer e por que ela é importante!
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Gestão de tempo para Médicos: como fazer e por que ela é importante!
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A gestão de tempo é uma estratégia que deve ser desenvolvida em todas as instituições de saúde. Gerenciar as atividades de acordo com a disponibilidade.
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