A graduação em medicina é apenas o primeiro passo na vida profissional de qualquer médico. Como sabemos, existem inúmeras áreas de atuação médica, com diferenças consideráveis na realidade diária de trabalho, que envolvem tipo de paciente, regime de horas trabalhadas, local de trabalho, contato direto ou indireto com o paciente, tipos de procedimentos realizados e anos de especialização.

Essa gama de possibilidades pode deixar os futuros médicos confusos, por isso, vale a pena começar a pensar no assunto desde os primeiros semestres da faculdade. Afinal, essa escolha terá influência sobre toda a sua carreira médica pela frente.

No texto de hoje, trouxemos algumas dicas para te ajudar a escolher corretamente entre as várias especializações em medicina. Acompanhe!

Por que buscar especializações em medicina?

Em primeiro lugar, é preciso entender a importância de se realizar uma especialização em medicina. A especialização permite que o médico atue na sua área de interesse principal, expanda seus conhecimentos específicos e, consequentemente, aumente a qualidade da sua formação.

O Brasil apresenta uma grande carência de profissionais médicos, principalmente nas pequenas cidades. Isso significa que mesmo os médicos recém-formados provavelmente não terão problemas para encontrar vagas de trabalho.

Mesmo assim, é importante pensar na importância da especialização em longo prazo. Ela permite que o profissional atue em áreas mais específicas do cuidado, como em maternidades, unidades de terapia intensiva e ambulatórios de especialidade, e direcione a sua atuação de acordo com sua preferência.

Há diferentes formas de especialização para médicos, porém, a residência em saúde é a mais recorrente. Ela é uma modalidade de ensino teórico-prática, realizada em serviços de hospitais credenciados.

Como escolher a especialização certa?

As diferentes especialidades e subespecialidades somam mais de 50 áreas que podem ser escolhidas pelos médicos, por isso, o processo de escolha pode ser um pouco mais demorado.

Entre as principais áreas, podemos citar clínica médica e suas especialidades (como nefrologia, pneumologia e cardiologia), cirurgia (como torácica, geral e urológica), pediatria, obstetrícia, anestesia, ortopedia, radiologia, oftalmologia, psiquiatria, medicina intensiva, medicina na família, entre tantas outras.

A seguir, confira algumas dicas práticas para te ajudar a fazer a escolha certa:

1. Momento para fazer a escolha

Muitos alunos acham que já escolheram a sua especialidade antes mesmo de ingressar na faculdade de medicina, o que não costuma ter sucesso. É preciso ter tido um mínimo de contato com cada área, para entender a realidade da prática e as atribuições do médico que a escolhe.

O interessante é fazer a escolha no último ano de residência, de acordo com as experiências vividas até o momento, e selecionar a área escolhida nas provas de residência. Entrar na residência logo após terminar a faculdade pode ser uma ótima escolha para não perder o “pique” dos estudos.

Algumas pessoas chegam ao fim da graduação ainda em dúvida, sem saber que área seguir. Para elas, pode ser melhor ingressar no mercado de trabalho como médico generalista e buscar experiência e conhecimentos que o ajudarão a fazer a escolha com mais confiança.

2. Perfil do paciente atendido

Você pode amar uma área específica, mas lembre-se de que ela quase sempre estará relacionada a um tipo específico de paciente. Por exemplo, não adianta querer fazer pediatria se você não gosta de lidar com crianças, pois o dia a dia de trabalho se tornará insuportável.

Cada área tem um perfil de paciente que inclui média de idade, tipos de patologias, maior ou menor possibilidade de cura, grau de exigência, complexidade dos casos, tipo de relação com familiares. Esses aspectos precisam ser levados em consideração, já que representam grande parte do cenário de atuação em cada especialidade.

3. Tipo de regime de trabalho

Os regimes de trabalho podem mudar drasticamente de uma especialidade para outra. Se você gosta de trabalhar por muitas horas seguidas em regime de plantão, a cirurgia e a medicina de urgência podem ser boas áreas. Por outro lado, se você se identifica mais com o trabalho ambulatorial, considerado mais “calmo”, deve procurar especialidades como dermatologia e oftalmologia.

Algumas perguntas são essenciais:

  • Você quer ter flexibilidade de horários?
  • Quer trabalhar com agenda marcada?
  • Quer trabalhar em regime de plantão ou como diarista?

Cada especialidade costuma ter seu regime de trabalho próprio, por isso, é preciso buscar informações sobre cada uma.

4. Teste vocacional médico

Alguns alunos e médicos já formados têm uma dificuldade maior para fazer a escolha da especialização, por sentirem que gostam de todas as áreas ou que não gostam de nenhuma em particular. Para os mais indecisos, uma boa ideia é fazer um teste vocacional médico.

Ele é parecido com um teste vocacional comum, no qual são coletadas informações sobre a pessoa para indicar em qual área ela se “encaixa”.

Você pode fazer testes onlines gratuitos, oferecidos por universidades e outras instituições. Mas também vale a pena buscar um coach profissional, que te ajudará nessa escolha tão importante, a partir da análise das suas características, de seus objetivos e da sua realidade.

5. Demanda financeira

Não existe uma tabela oficial que nos mostre a média salarial de cada especialidade médica, mas é sabido que a remuneração pode ter grande diferença de uma área para outra. Essa é uma informação importante de ser coletada antes da escolha, porém, o retorno financeiro não deve ser o único motivo para a decisão final. Afinal, a categoria médica como um todo tem uma boa remuneração.

Algumas especialidades, como a radiologia, oferecem um salário inicial maior, mas com menor aumento em longo prazo. Já as especialidades cirúrgicas oferecem menor remuneração inicial, mas com um grande potencial de crescimento de acordo com a experiência do médico.

Lembre-se de que é possível ser financeiramente bem-sucedido em todas as áreas: basta que haja esforço, dedicação e muito estudo.

6. Opinião de especialistas

Para finalizar, trazemos uma dica que pode fazer toda a diferença. Quem é a pessoa que mais sabe sobre cada especialidade? O próprio médico que trabalha nela! Por isso, ele é a melhor pessoa para te passar informações condizentes com a realidade.

Se você se interessa por alguma área, busque especialistas que já estão na prática há alguns anos. Assim, você poderá entender melhor a atuação desse profissional e ter maior conhecimento sobre a sua realidade.

As especializações em medicina são muitas, e a escolha demanda alguns cuidados e truques que esperamos ter trazido para você neste post.

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Especializações em medicina: afinal, como escolher corretamente?
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Especializações em medicina: afinal, como escolher corretamente?
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No texto de hoje, trouxemos algumas dicas para te ajudar a escolher corretamente entre as várias especializações em medicina. Acompanhe!
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