A comunicação médico paciente é fundamental no cotidiano clínico, mas pode ser problemática. Isso porque, em alguns momentos, ambos apresentam dificuldades em se expressar corretamente, em entender as demandas um do outro e em tornar o diálogo mais produtivo.

Para contornar essa situação, é preciso ter dedicação, atenção aos detalhes do discurso não verbal, técnicas de humanização, recursos tecnológicos e tantas outras ferramentas que serão avaliadas no momento da consulta.

Além disso, algumas questões apresentam resolutividade mais rápida, enquanto outras demandam um treinamento da equipe e a conscientização de todos sobre a proposta de melhorias no atendimento.

Então, se quer saber como melhorar a comunicação médico paciente, fique por aqui que daremos dicas incríveis! Não perca!

Forneça uma linguagem acessível ao paciente

Devido à rotina de discussão dos casos clínicos com outros profissionais, os médicos tendem a dialogar com termos científicos relacionados às patologias e anormalidades laboratoriais apresentadas pelo paciente. Com isso, ao conversar com o indivíduo, mantêm o mesmo diálogo e não percebem que a compreensão fica prejudicada com essa postura.

Muitos, inclusive, sentem vergonha de perguntar ou demonstram um conhecimento inexistente sobre o assunto. Para melhorar essa situação, o médico deve analisar, durante a anamnese, o grau de letramento em saúde que o paciente tem e adequar suas observações conforme essa percepção.

O letramento em saúde é uma nova avaliação do paciente que leva em consideração os saberes sobre a doença e não o grau de escolaridade, visto que muitos indivíduos compreendem a gravidade da enfermidade, mas não são alfabetizados.

Após essa análise, o médico fará analogias com o cotidiano do indivíduo para facilitar a consolidação dos conhecimentos mais importantes que influenciarão na adesão às condutas clínicas.

Mantenha um tratamento clínico humanizado

A comunicação médico paciente perpassa por contextos clínicos, socioeconômicos e emocionais que são contabilizados no momento do diagnóstico e na instituição da estratégia medicamentosa.

Sendo assim, é fundamental o médico avaliar essas nuances e implantar a humanização durante os atendimentos clínicos. Isso significa que o médico deve se solidarizar com o paciente de forma a entender alguns sentimentos que ele apresentará.

Ao receber um diagnóstico de doença grave, o indivíduo pode manifestar raiva, decepção, negação, tristeza, dentre outras emoções, e o médico, diante disso, deve confortá-lo da melhor maneira possível.

A humanização estreita os laços terapêuticos, possibilita maior confiabilidade no profissional clínico e garante adesão às estratégias propostas, proporcionando resultados significativos para o paciente.

Utilize outros recursos de comunicação

A comunicação verbal é uma estratégia de sensibilização do médico em questões relacionadas à saúde do paciente. Todavia, ela pode se perder em poucos minutos, caso o indivíduo não a incorpore como algo relevante em sua vida.

Dessa maneira, é fundamental desenvolver outros recursos de comunicação para facilitar o entendimento do paciente e garantir que as orientações médicas serão aceitas e executadas corretamente.

Um ponto importante é observar a linguagem não verbal que é caracterizada por gestos, expressões faciais e demais comportamentos que sugerem uma aprovação ou negação ao discurso médico.

Além disso, algumas pessoas necessitam de orientações impressas, que utilizarão sempre que necessário. Nesse sentido, a entrega de cartilhas sobre dicas de saúde e bem-estar e informações sobre uso racional do medicamento podem ajudar.

Outra estratégia interessante é o fornecimento de um formulário em que constam o horário de administração das medicações prescritas e as principais orientações quanto à utilização dos fármacos.

Também é possível recorrer a ligações telefônicas ao paciente, ao envio de mensagens de aplicativos nos celulares ou a e-mails, de forma a não perder o contato por muito tempo.

Assegure a objetividade nas consultas

O paciente é um indivíduo carente de informações, necessitando de respostas para os sintomas que o afligem. Devido à disseminação de informações em conteúdo não científico em diversas redes sociais, esse problema tem fomentado novas demandas.

Sendo assim, muitos pacientes chegam a um consultório com um diagnóstico obtido pela Internet e fazem incontáveis perguntas sobre sua situação clínica. Além disso, existem também aqueles que são carentes de conversa, principalmente idosos que vivem sozinhos.

Dessa forma, o médico precisa direcionar a consulta de forma objetiva e educada para apurar os sintomas mais relevantes e, posteriormente, tentar desmistificar as informações trazidas das redes sociais.

Esse trabalho envolve a retomada da situação sempre que o atendimento estiver tomando caminhos não previstos e que dificultam a finalização da consulta.

Tenha os dados clínicos organizados

A comunicação médico paciente deve ser eficiente para facilitar o atendimento. O preenchimento manual de formulários atrasa os procedimentos e pode ser um problema para aqueles indivíduos que aguardam no consultório.

Além disso, o compilado de informações clínicas em brochuras de papel pode se desprender e extraviar documentos importantes, tais como resultados de exames e históricos clínicos e medicamentosos do paciente.

Pensando em resolver esse problema e considerando a dinâmica dos dias de hoje, é imprescindível utilizar um software para cadastro de dados clínicos e laboratoriais do indivíduo, de forma a facilitar o trabalho do médico.

Esse recurso tecnológico tem uma diversidade de funções, e muitas empresas o oferecem, sendo possível adquiri-lo e implantá-lo sem maiores dificuldades, uma vez que a sociedade está mais tecnológica do que nunca.

Dessa maneira, a inserção do prontuário eletrônico em uma plataforma eficiente ajuda o médico a resgatar as informações das consultas anteriores e agiliza o atendimento, pois avaliará as questões pertinentes da situação clínica do paciente.

Além disso, um software para clínicas facilita o atendimento de pacientes, organiza o faturamento e mostra outras questões não levantadas nos documentos físicos, tais como produtividade dos serviços e absenteísmo das consultas.

Comunicação médico paciente

A comunicação médico paciente é uma estratégia que precisa de ajustes contínuos. Isso porque muitos profissionais ainda utilizam linguagem técnica ao conversar com os pacientes e desenvolvem pouco a humanização, enquanto os pacientes são prolixos ou chegam com informações não científicas ao consultório. Por isso, é fundamental aparar os problemas e evitar novas situações conflitantes.

E você, como classifica a sua comunicação com o paciente? Quais características precisam ser melhoradas? Está em busca de assuntos como esse? Então, curta nossa página no Facebook e fique por dentro de novidades!

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Comunicação médico paciente: como fazer uma de forma eficiente?
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Comunicação médico paciente: como fazer uma de forma eficiente?
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A comunicação médico paciente é fundamental no cotidiano clínico, mas pode ser problemática. Isso porque, em alguns momentos, ambos apresentam dificuldades em se expressar corretamente, em entender as demandas um do outro e em tornar o diálogo mais produtivo.
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