Atendimento humanizado é uma denominação técnica que resgata os valores e conceitos das relações humanas que se perderam em meio ao mecanicismo das consultas médicas e a utilização demasiada da tecnologia.

As vantagens em sua implantação se relacionam ao melhor entendimento dos problemas clínicos do paciente, instituição de terapias efetivas e maior poder de fidelização desses indivíduos.

Além disso, as ferramentas para o desenvolvimento do atendimento humanizado não requerem grandes modificações na rotina e podem ser aplicadas em empresas médicas de qualquer porte.

Quer saber como aplicar a humanização do paciente em sua clínica? Então, acompanhe nosso post de hoje e desenvolva essas práticas!

Entenda seu paciente

O atendimento humanizado pressupõe acolher o paciente em todos o seus aspectos biopsicossociais. Nesse sentido, além das queixas clínicas relatadas pelos pacientes, é preciso investigar as condições ambientais e sociais onde ele vive.

Dessa forma, pacientes que residem em condições higiênico-sanitárias precárias dificilmente relatarão todos os detalhes por vergonha ou falta de percepção da situação.

Além disso, questionar os hábitos alimentares e as rotinas da família são informações valiosas que fornecerão um panorama das relações existentes entre os indivíduos e os que os cercam.

Por outro lado, o indivíduo com condição socioeconômica elevada poderá apresentar distorções de conceitos clínicos devido a busca prévia de informações na internet em sites sem credibilidade científica reconhecida.

Livre-se dos preconceitos

Os julgamentos de valor ético e moral não podem direcionar uma consulta médica ou definir a conduta terapêutica mais apropriada. Rotular os pacientes pelos seus comportamentos tende a distanciar as relações humanas.

Todavia, o bem-estar do paciente deve estar acima de qualquer situação e isso deve ser bem esclarecido entre os envolvidos. Intervenções terapêuticas sem comprovação científica ou com efeitos duvidosos não podem ser aplicadas.

As decisões devem ser tomadas levando em consideração as vontades do paciente após apresentação prévia dos benefícios e riscos das intervenções clínicas. Em algumas situações, o médico pode dar um depoimento de quem já passou por um procedimento similar para compartilhar os sentimentos vivenciados.

Além disso, o médico deve se sentir confortável para questionar situações que sejam de interesse clínico, que podem influenciar no diagnóstico ou prognóstico, porém com ações que evitem o constrangimento.

Trate com igualdade

Segundo os preceitos humanitários, é fundamental tratar todos os pacientes em igualdade. Isso significa que não haverá preferência no atendimento conforme definição de raça, etnia, condição financeira, ou outras variáveis.

Todavia, é preciso analisar a condição clínica do paciente e a complexidade do quadro para não incorrer em erros preveníveis. Essa avaliação caberá ao médico que analisará as queixas e as alterações nas funções fisiológicas apresentadas.

Um tratamento de respeito pressupõe a preocupação com o discurso do paciente, porém direcionando a investigação para os aspectos relevantes que contribuirão para formalizar o diagnóstico clínico.

Invista em mudanças

A proatividade é uma característica que alerta para os possíveis problemas. Por meio de uma análise minuciosa do perfil de paciente atendido, é aconselhável elaborar estratégias diferentes para acolher o paciente.

Nesse sentido, além do ambiente externo confortável que não caracteriza objetivamente um consultório clínico, é interessante instalar bebedouros, televisão, oferecer lanchinhos e informativos visuais na sala de espera.

Adicionalmente, deve-se prezar pela resolução das questões administrativas, tais como solicitação da autorização do plano de saúde, cadastro das informações gerais do paciente, conferência dos exames clínicos, etc.

Treine sua equipe

O treinamento da equipe clínica e administrativa para atender satisfatoriamente os pacientes deve ter como foco o letramento em saúde. Esse conceito é entendido com o nível de conhecimento em saúde e as mudanças no estilo de vida a partir desses saberes.

Sendo assim, a equipe administrativa deve investigar o nível do letramento e conduzir suas atitudes baseadas também nesse parâmetro. Isso facilitará a organização dos prontuários e as condutas clínicas dos médicos.

Para a equipe clínica é necessário um estudo aprofundado sobre o tema, pois essa ferramenta contribuirá para maior adesão às terapias farmacológicas, facilitará o entendimento sobre a realização de procedimentos cirúrgicos e estreitará as relações terapêuticas.

Deve-se ressaltar que o letramento em saúde não está relacionado ao nível de escolaridade, uma vez que pacientes com formação universitária podem apresentar taxas menores se comparado aos analfabetos.

Isso se justifica devido à formação de conhecimentos em outras áreas (humanas, exatas) ou ao desinteresse por assuntos clínicos. Alguns pacientes sem instrução conseguem perceber a gravidade dos problemas clínicos e modificar os hábitos mais rapidamente do que os indivíduos com outros níveis educacionais.

Utilize recursos eficazes

A inserção dos recursos tecnológicos propiciou uma revolução na medicina diagnóstica e terapêutica. Por isso, investir nessa ferramenta é imprescindível para garantira melhora da qualidade de vida ou diminuição dos riscos ao paciente.

Nesse contexto, é importante adquirir tecnologias que investiguem alterações fisiológicas em menor tempo, organizem dados clínicos e medicamentosos em plataformas informatizadas e transmitem informações em tempo real.

Essas ferramentas tendem a diminuir o tempo para transcrição manual de informações e, com isso, possibilitam que os médicos dediquem mais atenção às queixas e menos no preenchimento de formulários.

Saiba ouvir seu paciente

Infelizmente no mundo de hoje, as pessoas estão mais conectadas virtualmente do que presencialmente e esse comportamento é evidenciado inclusive nos ambientes clínicos em saúde.

Por isso, é fundamental dar atenção ao paciente, entender suas queixas, avaliar a experiência subjetiva frente à doença e a utilização dos medicamentos, além de buscar entender os motivos do paciente quando ele demonstra acreditar em terapias não científicas.

Isso porque alguns pacientes são carentes e gostam de longas conversas enquanto outros são mais objetivos e solicitam um diagnóstico mais rápido. Entender cada um deles é o grande diferencial do atendimento humanizado.

Atendimento humanizado

O atendimento humanizado é um resgate do modelo biomédico em que os profissionais dedicam mais tempo às queixas do paciente e menos às questões administrativas e tecnológicas. A humanização das relações terapêutica fortalece o vínculo, fideliza o paciente e garante tratamento de acordo com os desejos do indivíduo. Sendo assim, é fundamental estabelecer estratégias eficazes para implantar esse modelo e melhorar o atendimento da clínica.

E você, já implantou o atendimento humanizado em sua clínica? Quais estratégias você utiliza para melhorar a assistência ao paciente? Gostou do nosso texto? Então, compartilhe essas informações nas redes sociais!

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