Muitos médicos, principalmente em início de carreira, ficam em dúvida entre abrir um consultório próprio ou procurar trabalho em clínicas. Um estabelecimento próprio seria sinônimo de independência financeira, mas ao mesmo tempo demandaria certo trabalho para construir uma agenda de pacientes e altos custos.

Trabalhar em uma clínica pode significar “ganhar menos por consulta”, no entanto, possui a vantagem de já encontrar um nome estabelecido no mercado. Pensando por esse lado, a balança parece não se mover e o profissional continua em dúvida.

Para ajudá-lo a fazer essa análise, listamos abaixo as principais vantagens e desvantagens de abrir um consultório próprio ou trabalhar em uma clínica. Confira!

Abrir um consultório próprio

Vantagens

Independência

Talvez esse seja o maior desejo de muitos profissionais (não só os da área da saúde). Independência significa ter controle sobre os próprios horários. Você não “bate cartão” e, portanto, caso haja uma janela entre um paciente e outro, pode usar o tempo livre para adiantar alguma atividade pessoal.

Faturamento

Se um negócio próprio é sinônimo de independência em termos de tempo, com as finanças funciona da mesma forma. Afinal, o proprietário decide como as finanças serão usadas, além de obter grande parte do lucro somente para ele.

Estratégia própria

O dono (ou os donos) do consultório são os responsáveis por definir a estratégia usada. Assim, é possível direcionar o trabalho para o seu público-alvo, aquele que é sua preferência. Além disso, a decoração, as ações de marketing e o sistema de funcionamento, por exemplo, também são definidos pelo proprietário.

Desvantagens

Gestão

Normalmente, o trabalho como médico já compromete grande parte do tempo. No entanto, você precisará conciliar essa função com a de gestor, afinal, uma clínica própria demanda cuidados administrativos. Desse modo, o dono vai precisar gastar seu tempo e energia para manter as contas em dia e ainda garantir o lucro.

Conseguir pacientes

Um médico recém formado ainda não possui uma agenda repleta de pacientes. Dessa forma, será necessário investir no marketing para atrair novos até a sua cliente. Além disso, é preciso atendê-los bem para que voltem e ainda indiquem a sua clínica para parentes e amigos.

Custos

O dinheiro que entra é de responsabilidade e ganho do proprietário. Porém, há custos com impostos para manter um estabelecimento legalizado. Ademais, você vai precisar fazer um alto investimento em uma sede (própria ou alugada), equipamentos e materiais, além da manutenção da clínica, como gastos com limpeza e recepcionista. Ou seja, é preciso ter um capital inicial para investir e administrar o dinheiro para arcar com os gastos mensais.

Trabalhar em uma clínica

Vantagens

Segurança financeira

Não estamos falando em independência, mas sim, em segurança. Um consultório próprio depende de conseguir pacientes para gerar receita. Uma clínica pode oferecer um salário e a garantia de uma quantidade média de pacientes para atender. Você fica sujeito a cumprir normas, mas não precisa se preocupar com o dinheiro para pagar as contas do mês.

Experiência

Uma clínica já conta com uma carteira de pacientes e, especialmente se você estiver em início de carreira, será muito importante para o seu crescimento profissional. Você terá a oportunidade de entrar em contato com casos reais e já terá a quem atender logo de início. Isso é muito útil para conhecer (e fazer-se conhecido) nesse mercado.

Infraestrutura

Uma clínica já existente conta com toda a infraestrutura e equipamentos necessários para atender bem aos pacientes. Você conta com um suporte muito maior do que se estivesse em seu próprio consultório.

Para quem ainda não consegue investir em toda a estrutura necessária para um negócio próprio, trabalhar em clínica é o ideal, uma vez que o local de trabalho já está pronto para uso.

Desvantagens

Subordinação

Se você trabalha em uma clínica, a política de atendimento e o espaço funcionarão de acordo com o que os administradores do local definirem. Você também não pode escolher o seu público-alvo, deverá atender de acordo com o perfil da clínica.

Em algumas clínicas, o médico subordinado é contratado para atender aos pacientes seguindo as políticas locais, sem possibilidade de participar de decisões e convenções.

Lucros menores

Ter um valor garantido mensalmente não significa que você terá possibilidades de crescimento em termos financeiros. Trabalhar em uma clínica faz de você um assalariado: você receberá uma porcentagem sobre as consultas (ou um fixo mensal), dependendo do que foi combinado na contratação.

Quando o consultório é seu, você conta com uma motivação para buscar mais pacientes: quanto mais atender, maiores serão os lucros.

Controle do tempo

Trabalhar em uma clínica normalmente exige que você fique disponível durante todo o horário estabelecido. Sendo assim, se você tiver um horário livre ou algum paciente faltar, deverá ficar a disposição do local para outros serviços.

Não é possível aproveitar essas “janelas” para descansar, resolver assuntos pessoais ou até mesmo tentar encaixar determinado paciente, visto que essa decisão também fica sujeita à administração. Sendo assim, você terá a impressão de que não tem tempo para nada, mas a verdade é que, nesse modelo de trabalho, você não pode administrar seu próprio tempo.

A escolha

Como pode-se ver, ambos os modelos de trabalho contam com pontos positivos e negativos. Decidir qual deles é o melhor para a sua carreira depende de como você gostaria que fosse a sua vida profissional e a integração dela com o âmbito pessoal.

Pessoas que prezam a segurança financeira acima de tudo, certamente optarão por trabalhar em uma clínica, já aquelas que desejam gerir melhor o seu tempo para dedicar-se à família e à si mesmas, tendem a preferir trabalhar em um negócio próprio. Cabe a você analisar o que acha melhor e mergulhar de cabeça no mercado profissional.

Viu só como a dúvida entre abrir um consultório próprio e trabalhar em uma clínica é comum a muitos profissionais? Desse modo, percebemos que não existe resposta certa ou errada, pois trata-se de algo subjetivo e que vai de encontro aos valores e visões de cada pessoa. Assim, deve-se estar disposto a fazer uma reflexão profunda para descobrir o que realmente deseja da sua carreira como médico.

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